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Aposentadorias

Códigos INSS: 1007, 1163, 1406 e Outros [Guia Completo 2026]

Guia definitivo sobre o código de recolhimento INSS para 2026. Entenda a diferença entre 1007, 1163, 1406 e escolha o certo para sua aposentadoria.

DoutorINSSEquipe DoutorINSS
18 de setembro de 2026
15 min de leitura
Códigos INSS: 1007, 1163, 1406 e Outros [Guia Completo 2026]

Códigos INSS: 1007, 1163, 1406 e Outros [Guia Completo 2026]

Códigos de Recolhimento INSS: O Guia Definitivo para sua Contribuição

Beatriz Lima, 28 anos, dona de casa em Fortaleza, sempre sonhou em ter sua própria segurança financeira, mesmo sem um emprego formal. Inscrita no CadÚnico, ela ouviu falar que poderia contribuir para o INSS com um valor baixo, mas se sentia perdida em meio a tantos números: 1007, 1163, 1929. Qual seria o correto para ela garantir um futuro salário-maternidade e, um dia, sua aposentadoria? A dúvida de Beatriz é a de milhões de brasileiros.

Os códigos de recolhimento do INSS são números que identificam o tipo de contribuição que você está fazendo, definindo sua categoria de segurado, o percentual pago (alíquota) e, mais importante, a quais benefícios você terá direito no futuro. Escolher o código errado pode significar pagar mais do que o necessário ou, pior, descobrir na hora de se aposentar que suas contribuições não valem para a regra que você desejava.

Tabela Comparativa de Códigos INSS 2026: Qual o Ideal para Você?

A escolha do código de recolhimento INSS é uma das decisões mais importantes para quem contribui por conta própria. Para simplificar, criamos uma tabela completa que resume as principais opções disponíveis em 2026. Analise cada coluna com atenção: a alíquota define o valor que você vai pagar, mas a coluna de 'Direitos Garantidos' define o que você vai receber em troca.

Pense nesta tabela como um mapa para o seu futuro previdenciário. De um lado, você tem os planos mais completos, que exigem um investimento maior, mas abrem as portas para todas as modalidades de aposentadoria. Do outro, os planos simplificados, mais acessíveis, que garantem a proteção básica da Previdência. A decisão correta hoje evita surpresas desagradáveis amanhã.

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Plano Normal (20%): A Chave para a Aposentadoria por Tempo de Contribuição

O Plano Normal de contribuição, com alíquota de 20%, é a modalidade mais completa oferecida pelo INSS. Ele é a única via de acesso, para contribuintes individuais e facultativos, a todas as regras de aposentadoria, incluindo as de transição por tempo de contribuição e a regra de pontos. Se o seu objetivo é ter a flexibilidade de se aposentar mais cedo ou buscar um benefício acima do salário mínimo, este é o caminho.

A grande vantagem deste plano é que a base de cálculo é flexível: você contribui com 20% sobre o valor que efetivamente recebe, respeitando o piso de R$ 1.621,00 e o teto de R$ 8.475,55 em 2026. Isso significa que suas contribuições refletirão sua realidade financeira, construindo uma média salarial que resultará em uma aposentadoria potencialmente maior. Os dois códigos principais para este plano são o 1007 e o 1406.

📜 Base Legal: O direito à contagem do tempo de contribuição para todas as regras de aposentadoria para quem contribui com 20% está fundamentado no Art. 21 da Lei nº 8.212/91, que não impõe as restrições aplicadas aos planos simplificados.

Código 1007: O Contribuinte Individual (Autônomo)

O código INSS 1007 é destinado ao contribuinte individual, popularmente conhecido como autônomo. Isso inclui profissionais liberais (médicos, advogados, dentistas), prestadores de serviço (desenvolvedores, designers, consultores), motoristas de aplicativo e qualquer pessoa que trabalhe por conta própria e preste serviço para pessoas físicas.

A contribuição é calculada aplicando-se 20% sobre a sua remuneração mensal. É crucial que o valor declarado como base de cálculo seja compatível com sua renda real, pois a Receita Federal pode cruzar essas informações. A escolha deste código é estratégica para quem planeja uma aposentadoria com valor superior ao mínimo, pois cada contribuição mais alta eleva a média que servirá de base para o cálculo do benefício.

👤 Exemplo Prático: Marcos Oliveira, 32 anos, desenvolvedor de software freelancer, tem uma renda mensal média de R$ 5.000,00. Para garantir acesso a todas as regras de aposentadoria e construir um benefício maior, ele decide contribuir pelo Plano Normal. Cálculo: 20% de R$ 5.000,00 = R$ 1.000,00/mês. Esse será o valor da sua Guia da Previdência Social (GPS) usando o código 1007.

Código 1406: O Contribuinte Facultativo

O código INSS 1406 é a porta de entrada para a Previdência para quem não exerce atividade remunerada, mas deseja garantir proteção social e construir um futuro de aposentadoria. É o código ideal para estudantes acima de 16 anos, donas(os) de casa, síndicos de condomínio não remunerados, desempregados e brasileiros que moram no exterior.

A principal diferença para o código 1007 é a ausência de renda de trabalho. Por isso, a base de cálculo é uma escolha do segurado, podendo variar entre o salário mínimo (R$ 1.621,00) e o teto do INSS (R$ 8.475,55 em 2026). A lógica é a mesma: quanto maior a base de cálculo escolhida, maior será a contribuição (20%) e, consequentemente, maior o potencial do benefício futuro. Contribuir pelo código 1406 garante acesso a todas as regras de aposentadoria.

⚠️ Atenção: É proibido usar o código 1406 se você estiver exercendo qualquer atividade remunerada. Caso o INSS identifique essa irregularidade, as contribuições podem ser desconsideradas, gerando um grande prejuízo no seu planejamento de aposentadoria. Se você trabalha, o código correto é o 1007.

Plano Simplificado (11%): Economia Agora, Impacto no Futuro

O Plano Simplificado de contribuição, com alíquota de 11%, foi criado como uma alternativa mais acessível para autônomos e facultativos que não podem arcar com os 20% do Plano Normal. A principal característica deste plano é que a contribuição é fixada em 11% do salário mínimo vigente. Para 2026, isso significa uma contribuição mensal de R$ 178,31 (11% de R$ 1.621,00).

No entanto, essa economia vem com uma contrapartida importante: quem contribui pelo plano simplificado abre mão do direito à Aposentadoria por Tempo de Contribuição. Os direitos garantidos são a aposentadoria por idade, auxílio-doença, salário-maternidade e pensão por morte, mas o valor de qualquer um desses benefícios estará sempre limitado a um salário mínimo. É uma excelente opção para garantir a qualidade de segurado e o direito a uma aposentadoria por idade com um custo menor, mas exige consciência de suas limitações.

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Código 1163 e 1473: Individual e Facultativo Simplificado

Dentro do Plano Simplificado, existem dois códigos principais. O código INSS 1163 é para o Contribuinte Individual (autônomo) que opta por recolher 11% sobre o salário mínimo. Já o código INSS 1473 é a versão para o Contribuinte Facultativo (sem renda), que também escolhe essa modalidade mais econômica. Na prática, o efeito de ambos é o mesmo: garantir o direito a benefícios no valor de um salário mínimo, exceto a aposentadoria por tempo de contribuição.

Essa é uma escolha comum para quem está começando a carreira autônoma ou para quem deseja manter a qualidade de segurado durante um período de renda mais baixa. A decisão de usar esses códigos deve ser estratégica. Se o seu faturamento como autônomo é consistentemente superior ao salário mínimo, contribuir pelo código 1163 pode gerar uma economia no curto prazo, mas resultará em uma aposentadoria menor do que a que você poderia ter direito se contribuísse com 20% sobre sua renda real.

Compensa pagar 11%? E como complementar para 20%?

A decisão entre 11% e 20% é puramente estratégica. Pagar 11% compensa se seu objetivo principal é garantir a aposentadoria por idade com o menor custo possível. No entanto, se você acumulou muitos anos de contribuição e está próximo de regras que exigem tempo, mas não idade, o plano de 11% pode ser uma armadilha.

A boa notícia é que é possível corrigir isso. A qualquer momento, o segurado pode fazer a complementação da contribuição, pagando a diferença de 9% (a diferença entre 20% e 11%) sobre o salário mínimo, acrescida de juros. Para isso, utiliza-se o código 1910 em uma GPS específica. Essa complementação transforma o período contribuído com 11% em tempo válido para a Aposentadoria por Tempo de Contribuição.

📋 Caso Prático: Sílvia Costa

Idade 55 anos
Profissão Artesã
Tempo TC 10 anos (código 1163)
Média Salarial Salário Mínimo
Objetivo Aposentar por tempo de contribuição
Ação Complementar para 20%

Cálculo detalhado: Sílvia contribuiu por 120 meses (10 anos) no plano de 11%. Para que esse tempo conte para as regras de tempo de contribuição, ela precisa pagar a diferença de 9% sobre o salário mínimo de cada competência, com juros. Fazendo isso, ela pode somar esses 10 anos a outras contribuições e buscar uma regra de transição mais vantajosa, como a de pedágio. Sem a complementação, ela teria que esperar até os 62 anos para se aposentar por idade.

Outros Códigos Importantes que Você Precisa Conhecer

Além dos planos Normal e Simplificado, o INSS possui códigos específicos para situações particulares, como a do segurado facultativo de baixa renda e do Microempreendedor Individual (MEI). Conhecer essas opções é fundamental para não pagar a mais nem perder direitos. Esses códigos possuem alíquotas ainda mais reduzidas, mas também vêm com regras e limitações bem definidas que precisam ser observadas com rigor para que a contribuição seja validada pelo INSS.

Código 1929: Facultativo de Baixa Renda (5%)

O código INSS 1929 é uma importante ferramenta de inclusão previdenciária. Ele permite que pessoas sem renda própria, que se dediquem exclusivamente ao trabalho doméstico em sua residência e pertençam a famílias de baixa renda, contribuam com uma alíquota de apenas 5% sobre o salário mínimo. Em 2026, isso corresponde a uma contribuição de R$ 81,05 por mês.

Para utilizar este código, é obrigatório atender a todos os seguintes critérios:

  • Não possuir renda própria de nenhum tipo (incluindo aluguel ou pensão);
  • Dedicar-se exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência;
  • Ter a família inscrita no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), com os dados atualizados nos últimos dois anos;
  • A renda familiar mensal deve ser de até dois salários mínimos (R$ 3.242,00 em 2026).
📜 Base Legal: Os requisitos para o enquadramento como segurado facultativo de baixa renda estão detalhados no Art. 21, § 2º, inciso II, alínea 'b' da Lei nº 8.212/91. O INSS verifica o CadÚnico para validar essas contribuições.

Assim como no plano de 11%, os direitos são limitados à aposentadoria por idade e demais benefícios por incapacidade ou para dependentes, sempre no valor de um salário mínimo.

MEI (Microempreendedor Individual): Contribuição e Códigos

O Microempreendedor Individual (MEI) já contribui para o INSS de forma simplificada por meio do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS-MEI). Nesse boleto mensal, já está inclusa uma contribuição previdenciária de 5% sobre o salário mínimo. Essa contribuição padrão garante ao MEI o direito à aposentadoria por idade e outros benefícios, sempre no valor de um salário mínimo.

Contudo, se o MEI deseja se aposentar por tempo de contribuição ou obter um benefício com valor superior ao mínimo, ele precisa fazer uma complementação por fora. Essa complementação é de 15% sobre o salário mínimo (ou sobre um valor maior, até o teto) e deve ser paga via GPS com o código 1910. Ao fazer isso, a contribuição totaliza 20% (5% do DAS + 15% da GPS), e o período passa a contar para todas as regras de aposentadoria. É um planejamento essencial para o MEI que almeja um futuro mais tranquilo. Para saber mais, confira nosso guia sobre a aposentadoria para autônomo.

Passo a Passo: Como Pagar sua Guia (GPS) e Evitar Erros Fatais

Gerar e pagar a Guia da Previdência Social (GPS) é mais simples do que parece. O processo é feito online, pelo site da Receita Federal. Seguir os passos corretamente é vital para que sua contribuição seja registrada sem pendências no seu extrato CNIS.

  1. Acesse o Sistema de Acréscimos Legais (SAL): Procure por "SAL Receita Federal" no seu navegador para encontrar o sistema de cálculo e emissão de GPS.
  2. Escolha o Módulo: Selecione a opção para "Contribuintes Filiados a partir de 29/11/1999".
  3. Preencha seus Dados: Informe sua categoria (Contribuinte Individual, Doméstico, Facultativo), seu número do PIS/PASEP/NIT e confirme.
  4. Informe a Competência e o Salário: A competência é o mês ao qual o pagamento se refere (ex: 03/2026). O salário de contribuição é o valor sobre o qual a alíquota será aplicada. Insira o código de pagamento correto (1007, 1163, 1406, etc.).
  5. Gere a Guia: O sistema calculará o valor automaticamente. Confirme os dados e gere a GPS em PDF para pagamento. Você pode pagar em bancos, casas lotéricas ou pelo aplicativo do seu banco.
🚨 PRAZO IMPORTANTE: A GPS deve ser paga até o dia 15 do mês seguinte à competência. Por exemplo, a contribuição de março de 2026 deve ser paga até 15 de abril de 2026. Pagar em atraso gera juros e multa.
❌ Erro Fatal: Contribuir com valor abaixo do mínimo. Desde a Reforma da Previdência (EC 103/2019), uma contribuição com base de cálculo inferior ao salário mínimo (R$ 1.621,00 em 2026) não conta para tempo de contribuição, carência ou manutenção da qualidade de segurado. Se isso acontecer, você precisará complementar, agrupar ou utilizar o excedente de outra contribuição para validar o mês. Fique atento a este detalhe que pode criar um buraco no seu histórico.

Precisa de orientação personalizada? Consulte um advogado previdenciarista especializado no seu caso.

Quando Procurar um Especialista em Direito Previdenciário?

Embora seja possível gerenciar suas contribuições por conta própria, existem situações em que a complexidade do sistema previdenciário exige a orientação de um profissional. Tentar resolver certos problemas sozinho pode levar a erros caros, atrasando sua aposentadoria ou reduzindo o valor do seu benefício.

Considere buscar um advogado previdenciário especializado nos seguintes casos:

Conclusão: Sua Contribuição é o Alicerce da sua Aposentadoria

Navegar pelos códigos de recolhimento do INSS pode parecer complexo, mas entender a lógica por trás deles é o primeiro passo para tomar o controle do seu futuro. A escolha entre o Plano Normal (20%) e os Planos Simplificados (11% e 5%) não é apenas uma questão de economia mensal, mas uma decisão estratégica que moldará seus direitos e o valor da sua aposentadoria.

Lembre-se da regra de ouro: o Plano Normal (códigos 1007, 1406) é para quem busca flexibilidade e um benefício maior, dando acesso a todas as regras de aposentadoria. Os Planos Simplificados (1163, 1473, 1929) são uma excelente rede de proteção para quem foca na aposentadoria por idade com um custo menor. O importante é que sua escolha seja consciente e alinhada aos seus objetivos de vida.

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Perguntas Frequentes

Sim, você pode mudar o código de recolhimento do INSS mensalmente, conforme sua necessidade e capacidade financeira. Não há nenhuma penalidade por alternar entre os planos. Por exemplo, um autônomo pode contribuir com 20% sobre sua renda (código 1007) em um mês de bom faturamento e, em um período de menos trabalho, optar por contribuir com 11% sobre o mínimo (código 1163). O importante é ter clareza de que os meses contribuídos com 11% ou 5% não contarão para a aposentadoria por tempo de contribuição, a menos que sejam complementados no futuro. Essa flexibilidade permite que você mantenha sua qualidade de segurado mesmo em tempos de instabilidade financeira.
A diferença crucial está na sua situação de trabalho: o código 1007 é para o Contribuinte Individual, ou seja, quem exerce atividade remunerada por conta própria. Já o código 1406 é para o Contribuinte Facultativo, aquele que não tem renda de trabalho, mas opta por contribuir. Ambos pertencem ao Plano Normal (20%) e dão direito a todas as regras de aposentadoria. Usar o código errado é perigoso. Se você trabalha e usa o 1406, o INSS pode desconsiderar suas contribuições por entender que houve uma declaração falsa. Portanto, se você tem um trabalho remunerado, use 1007; se não tem (é estudante, dona de casa, desempregado), use 1406.
Não, quem contribui exclusivamente pelo código 1163 (Plano Simplificado de 11%) terá seu benefício de aposentadoria limitado a um salário mínimo, que em 2026 é de R$ 1.621,00. A própria legislação que criou este plano estabelece essa limitação como contrapartida pela alíquota reduzida. A única forma de se aposentar com um valor superior ao mínimo tendo contribuições neste código é realizando a complementação. Isso envolve pagar a diferença de 9% (de 11% para 20%) sobre cada competência, acrescida de juros, usando a guia de pagamento com o código 1910. Somente após essa complementação o cálculo do benefício considerará a média salarial.

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Equipe DoutorINSS

Conteudo produzido por advogados previdenciaristas e especialistas em INSS. Todos os artigos sao revisados por profissionais com inscricao ativa na OAB.

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